Mostrar mensagens com a etiqueta Idade Contemporânea. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Idade Contemporânea. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de abril de 2013

Conselho da Revolução de 1974


Órgão de representação do Movimento das Forças Armadas (que organizou o golpe de estado do 25 de Abril de 1974), instituído segundo a constituição de 1976, e imposto no seguimento do golpe de 11 de Março de 1975, como resposta da esquerda militar a um eventual contragolpe.
Era constituído pelo presidente da república, estando sob o seu poder os chefes do estado-maior, o primeiro-ministro (se militar) e 14 oficiais. O seu funcionamento era permanente, não se limitando a períodos legislativos, com funções de convergência da Junta de Salvação Nacional e do Conselho de Estado, e com competência para proceder a reformas estruturais na economia portuguesa, daí decorrendo as nacionalizações de bancos, transportes e indústrias, a organização da reforma agrária e o processo de descolonização. Era também este organismo que licenciava os partidos políticos emergentes.
A partir de 25 de Novembro de 1975, repartiu poderes com o governo propriamente dito, no caso, o VI Governo Provisório. Foi largamente privilegiado em termos de funções, na constituição de 1976, ainda que parte delas não tenham chegado a ser exercidas. Foi extinto em 1982, após quatro anos de transição.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Revolta de Varsóvia


Revolta contra a ocupação alemã de Varsóvia, ocorrida entre Agosto e Outubro de 1944 durante a II Guerra Mundial, organizada pela Resistência Polaca. A revolta seria brutalmente esmagada quando a ajuda soviética prometida aos polacos não veio.
O exército alemão começou a retirada de Varsóvia antes da chegada das tropas soviéticas, quando a Resistência Polaca entrou em acção para manter as forças alemãs ocupadas e facilitar a entrada na cidade do exército soviético. Os combates de rua começaram em 1 Agosto, mas no dia seguinte os soviéticos pararam a sua ofensiva, permitindo aos alemães usarem toda a sua força contra a rebelião polaca.
Apesar dos apelos dos polacos, os soviéticos não só não forneceram ajuda como também não permitiram que os Aliados transportassem armas e abastecimentos para os polacos por via aérea. Destacamentos da Resistência que se encontravam fora da cidade e que pretendiam entrar foram cercados e desarmados pelos soviéticos. Percebeu-se então que o objectivo dos soviéticos era que os polacos e os alemães se destruíssem mutuamente para que pudessem impor o seu regime sem terem oposição. A Resistência Polaca rendeu-se a 2 de Outubro de 1944.

sábado, 19 de janeiro de 2013

O que é uma revolução?


Alteração radical das instituições políticas, sociais e económicas de um estado. Encontra-se habitualmente relacionada com as alterações políticas.

Entre os exemplos destacam-se: a Revolução Americana, caracterizada pela libertação dos colonos americanos, dos laços coloniais, os quais estatuíram uma nação soberana e independente; a Revolução Francesa, que se gizou pelo derrube da monarquia absoluta, pela oposição interna e pelas revoltas populares; a Revolução Russa, demarcada pela queda da monarquia repressiva, deposta pelos que procuravam incrementar alterações sociais e económicas baseadas num modelo socialista.
Um dos exemplos mais recentes, foi o de Portugal, com a Revolução de 25 de Abril de 1974, que pôs fim a quarenta anos de governação totalitária imposta pelo Estado Novo e repôs a democracia. Entre 1989 e 1990, as nações do chamado bloco de leste pronunciaram-se contra os regimes comunistas de partido único, o que provocou na maioria dos casos uma revolução pró-democrática.

Enquanto as revoluções políticas se encontram maioritariamente associadas à violência, outras espécies de mutações podem provar um idêntico impacto na sociedade. Foi o caso da Revolução Industrial, que em meados do século XVIII, accionou profundas transformações económicas e sociais. Nos anos 70 e 80 a Revolução Tecnológica, como resultado do desenvolvimento tecnológico desenfreado, teve a sua origem com a invenção do chip, do silicone que facultou a utilização intensiva dos computadores.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Josef Estaline (1879-1953)


Político soviético. Estaline nasceu na Geórgia e era filho de um sapateiro. Educado religiosamente, foi expulso do seminário por fazer propaganda marxista. Em 1898, tornou-se membro do Partido Democrático Social e, em 1903, juntou-se a Lenine e aos bolcheviques. Esteve por diversas vezes exilado na Sibéria entre 1903 e 1913. Tornou-se depois membro do Politburo do Partido Comunista, e estabeleceu o Comité da Revolução de Outubro de 1917. Estaline congregou, rapidamente, um poderoso conjunto de acólitos, incluindo Molotov. Em 1921 tornou-se comissário para as nacionalidades no governo soviético, sendo responsável pelo decreto que garantia direitos iguais para todos os povos do império russo. Em 1922, foi nomeado secretário-geral do Partido Comunista. Depois da morte de Lenine em 1924, Estaline defendeu a tese da criação do «socialismo num só país» e entrou em conflito com Trotsky, que negava a possibilidade da existência do socialismo dentro da Rússia sem a ocorrência da revolução na Europa ocidental. Estaline ganhou esta luta ideológica em 1927 e, a partir de 1928, foram lançados uma série de planos quinquenais 
consecutivos no sentido de colectivizar a indústria e a agricultura. Enquanto ditador, nos anos trinta, rodeou-se de inimigos, reais e imaginários. O seu anti-semitismo causou, por exemplo, a execução de 19 activistas judeus, em 1952, acusados de «conspiração sionista». Toda a oposição foi eliminada na chamada grande depuração ocorrida entre 1936 e 1938. Durante a II Guerra Mundial, Estaline interveio na administração militar das campanhas contra a Alemanha nazi. Encontrou-se com Churchill e Roosevelt em Teerão, em 1943, e em Ialta, em 1945, e participou na conferência de Postdam. Depois da guerra, Estaline manteve um governo interno autocrata, conseguindo tornar a URSS numa super-potência, embora à custa de um grande sofrimento do seu povo, e estabelecendo na Europa oriental um conjunto de estados-satélites soviéticos. A sua acção foi denunciada, depois da sua morte, por Khrushchev e outros membros do regime soviético.