quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Josef Estaline (1879-1953)


Político soviético. Estaline nasceu na Geórgia e era filho de um sapateiro. Educado religiosamente, foi expulso do seminário por fazer propaganda marxista. Em 1898, tornou-se membro do Partido Democrático Social e, em 1903, juntou-se a Lenine e aos bolcheviques. Esteve por diversas vezes exilado na Sibéria entre 1903 e 1913. Tornou-se depois membro do Politburo do Partido Comunista, e estabeleceu o Comité da Revolução de Outubro de 1917. Estaline congregou, rapidamente, um poderoso conjunto de acólitos, incluindo Molotov. Em 1921 tornou-se comissário para as nacionalidades no governo soviético, sendo responsável pelo decreto que garantia direitos iguais para todos os povos do império russo. Em 1922, foi nomeado secretário-geral do Partido Comunista. Depois da morte de Lenine em 1924, Estaline defendeu a tese da criação do «socialismo num só país» e entrou em conflito com Trotsky, que negava a possibilidade da existência do socialismo dentro da Rússia sem a ocorrência da revolução na Europa ocidental. Estaline ganhou esta luta ideológica em 1927 e, a partir de 1928, foram lançados uma série de planos quinquenais 
consecutivos no sentido de colectivizar a indústria e a agricultura. Enquanto ditador, nos anos trinta, rodeou-se de inimigos, reais e imaginários. O seu anti-semitismo causou, por exemplo, a execução de 19 activistas judeus, em 1952, acusados de «conspiração sionista». Toda a oposição foi eliminada na chamada grande depuração ocorrida entre 1936 e 1938. Durante a II Guerra Mundial, Estaline interveio na administração militar das campanhas contra a Alemanha nazi. Encontrou-se com Churchill e Roosevelt em Teerão, em 1943, e em Ialta, em 1945, e participou na conferência de Postdam. Depois da guerra, Estaline manteve um governo interno autocrata, conseguindo tornar a URSS numa super-potência, embora à custa de um grande sofrimento do seu povo, e estabelecendo na Europa oriental um conjunto de estados-satélites soviéticos. A sua acção foi denunciada, depois da sua morte, por Khrushchev e outros membros do regime soviético.

Sem comentários:

Enviar um comentário